Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012

GPS no telemóvel: Navegação portátil?

Ao mesmo tempo que o preço dos telemóveis diminui, aumenta o tamanho dos respectivos ecrãs e há cada vez mais e melhores funcionalidades incluídas nos novos aparelhos. Muito mais do que um mero telemóvel, o smartphone é o canivete suíço do mundo da comunicação móvel. Pode até substituir, com vantagem, muitos dos tradicionais aparelhos de GPS. Tal como estes aparelhos de navegação, algumas aplicações incluem a localização de radares, novos sentidos de trânsito e arruamentos actuais com a vantagem da actualização ser rápida, poder ser automática e em muitos casos gratuita. Além disso, muitos aparelhos de GPS têm o óbice, face aos telemóveis, de não serem tão portáteis, apesar da clara vantagem de muitos deles disporem de ecrãs com maiores dimensões. Consoante o operador, os sistemas de navegação disponibilizados nos smartphones acrescentam ainda pontos de interesse (restaurantes, museus, serviços úteis, etc) e maneira de os partilhar com uma comunidade ou através das redes sociais.

Claro que, em primeiro lugar, o seu aparelho deverá dispor de GPS. Em segundo, a qualidade da informação depende, e muito, da capacidade gráfica do aparelho.
Isso implica, logicamente, um bom tamanho do ecrã, a memória e a rapidez do processador do telemóvel. Quanto melhor forem estas características, assim aumenta também a competência das informações disponibilizadas.
A única grande desvantagem é a rapidez com que a bateria do seu telemóvel irá descarregar uma vez que o ecrã permanecerá ligado.



Navegar com o Google Maps

 

O software mais conhecido e instalado em muitos telemóveis, sobretudo nos que utilizam o sistema Android, é o “Google Maps Navigation”, cuja versão “portátil” tem semelhanças com a visualização oferecida a partir de um vulgar computador.
Adaptada ao tamanho do visor de um telemóvel, tem como principal motivo de interesse a função "street view". Ou seja, imagens do terreno (ruas, curvas, edifícios) que se alteram à medida que nos dirigimos para o destino. Desde que, evidentemente, nos encontremos numa zona previamente referenciada por este sistema.
O interesse desta aplicação é permitir navegar mesmo em telemóveis sem GPS ou com este desligado, para diminuir o consumo da bateria.
Isso consegue-se, nalguns casos, recorrendo à triangulação das antenas das operadoras. A partir da distância a que o terminal se encontra destas, o sistema localiza-o no mapa previamente gravado. Não é tão exacto e para que todas as funcionalidades estejam permanentemente disponíveis é realmente conveniente a combinação do GPS e de uma ligação de dados.
A maior dificuldade de sistemas que recorrem à triangulação do sinal das antenas é a pouca fiabilidade da informação. O grau de precisão pode chegar a ser de 2 km, há o risco de interferência dos “hotspots” wi-fi e torna-se impossível obter qualquer informação credível em áreas de fraca cobertura de rede.
Uma solução interessante que a crescente disponibilidade da rede 4G - e dos seus naturais melhoramentos - permitirá melhorar gradualmente a fiabilidade.
publicado por cockpitautomovel às 12:12
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Quem Sou/O Que Faço

Há muitos anos que sou colaborador de uma grande empresa mundial de comunicações e que acompanho o lançamento de novos produtos ou a evolução das tecnologias da comunicação móvel. Comecei a escrever  para algumas publicações e agora decidi dar-vos o meu testemunho pessoal sobre a matéria. Espero que também participem dando as vossas opiniões e testemunhos sobre este tema.

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